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O que saiu na imprensa
Jornal "O Tempo" (MG), define bem e brevemente a obra de Frias: "o livro reúne 25 ensaios redigidos com um sóbrio virtuosismo que já se tornou marca reconhecida entre os autores da geração que chega hoje à casa dos 50 anos, e da qual Otavio Frias faz parte".
RAFAEL CARIELLO
Da reportagem local
Frias ilustra, por exemplo, conflitos entre o avanço capitalista e valores tradicionais que impulsionaram boa parte da produção cultural, dos embates políticos e da reflexão sociológica no Brasil do século 20. Há desde análises sobre filmes de ficção científica, anos antes de um texto a propósito da "história sentimental do tucanato", até interpretações inovadoras sobre Monteiro Lobato e Heiner Müller. Nos primeiros ensaios, produzidos até a metade dos anos 90, o autor é ainda herdeiro da tradição ensaística paulista que busca relacionar, dialeticamente, formas sociais específicas com suas produções culturais ou estéticas.
O "Estado de S.Paulo" reserva espaço para tratar do lançamento do livro, e diz: "traz 25 ensaios de Otavio Frias Filho publicados entre 1986 e 2008. Nascido em 1957 e diretor de Redação do jornal Folha de S.Paulo desde 1984, ele aborda em seu novo livro temas variados: cinema, literatura, jornalismo, política, ciência e teatro (arte de seu particular interesse: Frias Filho é também dramaturgo, teve quatro de suas peças encenadas e chegou a lançar um volume de textos que escreveu para o palco, Tutankaton). A diversidade de assuntos da coletânea encontra um ponto de convergência: o questionamento da passagem do tempo para os integrantes de uma geração que, hoje, anda na casa dos 50 anos e viveu alguns dos acontecimentos mais importantes da história brasileira".
A publicação traz a indicação do livro em sua seção "VEJA Recomenda", e elogia: "é rara a versatilidade que o autor demonstra não só na escolha dos temas, mas sobretudo na maneira de abordá-los. Otavio toma os filmes da série de ficção científica 'Alien' como mote para uma análise de fôlego sobre o 'conflito entre a natureza e os produtos da cultura técnica' - e termina seu artigo sobre a 'Ilíada', um clássico fundador da literatura ocidental, com uma receita de churrasco que Homero inseriu em seu poema épico. Os artigos políticos incluem 'Introdução à história sentimental do tucanato', um balanço do primeiro governo Fernando Henrique, publicado em 1998 - e uma desassombrada carta aberta, de 1991, ao então presidente Fernando Collor, que tentava intimidar a Folha com processos. É uma pena que Otavio tenha deixado de escrever com regularidade em seu jornal".
Alécio Cunha, do jornal mineiro "Hoje em Dia", define que a coletânea de ensaios do jornalista, escritor e dramaturgo paulista "é uma ótima introdução ao hibridismo temático do autor. São textos que exploram uma instigante dicotomia, trazendo à tona o que há de político na cultura e vice-versa".
O site "Consultor Jurídico" faz sua breve análise da obra: "trata-se de um panorama dos interesses e do pensamento de uma geração, de quem viveu de perto os mais importantes acontecimentos políticos e culturais das últimas três décadas e que agora se vale dessa experiência para questionar a si mesma, no pulso do presente".
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