A Sicília pode ser considerada o lugar da berinjela, dos tomates, do azeite, das flores. Mas também é o lugar do silêncio. Por isso, Marlena de Blasi e seu marido tinham uma missão difícil quando chegaram à misteriosa Villa Donnafugata para fazer uma reportagem sobre a vida no interior da ilha italiana..
Mulheres vestidas de preto, com tranças em torno da cabeça, trabalhandi, cantando, rezando e brincando numa ensolarada paisagem de torres, sacadas, hortas, campos e colina era o quadro que os aguardava quando chegaram. O casal descobre, mais tarde, que a Villa Donnafugata era na verdade um refúgio feliz criado pela proprietária, Tosca Brozzi, para viúvas, mães solteiras e homens sem lar. Tosca instala o casal na villa e fascina Marlena com sua arrebatadora história de vida, contada em sessões diárias debaixo de uma magnólia.
Nestes momentos a dona do lugar conta como seu pai a trocou por um dos cavalos do príncipe Leo, quando ela tinha 9 anos. Sua raiva inicial deu lugar a carinho e, depois, amor pelo príncipe. Juntos, depois da Segunda Guerra Mundial, Tosca e o príncipe levaram educação, bem-estar e um novo conceito de propriedade ao vilarejo que dependia das terras do nobre. No entanto, Leo acabou sendo punido pela Máfia por afrontar a hierarquia secular que mantinha os ricos no conforto e os pobres na miséria.