Publicado em Amsterdã (Holanda) logo após a Segunda Guerra, esse manifesto filosófico expõe o grande tema da Escola de Frankfurt: a imbricação entre progresso tecnológico-material e regressão social, razão iluminista e razão instrumental. Assinado pelos dois grandes nomes da escola, o livro traz, entretanto, a marca ensaística de Adorno, ao transitar de Homero a Sade, dos conceitos filosóficos à análise do nazismo.
A parte central do livro é um dos primeiros e mais radicais ataques à "indústria cultural" do capitalismo cultural que, pelo domínio da mídia, confere a todas as manifestações culturais um ar de semelhança. Foi nesse livro que se empregou pela primeira vez a expressão "indústria cultural" em substituição a "cultura de massas".
Este livro entrou na lista dos cem melhores livros de não-ficção do século 20, resultado de votação organizada pelo caderno "Mais!" da Folha em 1999.