Conta a história de amor conturbada entre Eufrásia e Joaquim Nabuco. Revolucionária, moderna e com talento para ganhar dinheiro, Eufrásia Teixeira Leite chocou muitos com seu comportamento em meados do século 19. Após receber uma educação privilegiada e nada comum em sua época, Eufrásia contrariou a sociedade machista ao dedicar-se ao trabalho e tornou-se uma grande investidora, além de multiplicar a fortuna deixada pelo pai, garantindo, assim, sua emancipação econômica em pleno Brasil Imperial.
Ela mantinha um amor correspondido, porém proibido, com o revolucionário e abolicionista Joaquim Nabuco. Os dois viveram como amantes, já que Eufrásia havia prometido ao pai, no leito de morte, que nunca iria se casar. Sua irmã, com quem a protagonista manteve uma relação de amor e ódio durante toda a vida, fazia questão de relembrar a promessa constantemente, condenando seu romance.
Assim, o livro mostra como a vida de Eufrásia foi dividida em diversos mundos, ora em expansão, ora em retração, continuamente: o da carreira profissional e do amor, em especial.