Além do talento inegável e de obras clássicas da literatura brasileira, como "Os Sertões", Euclides da Cunha deixou memórias de uma vida cheia de problemas que acabaram culminando com sua morte em 1909.
Sua esposa, Ana de Assis, era amante de um jovem tenente chamado Dilermando de Assis, com quem, inclusive, teve dois filhos. O adultério da mulher acabou levando o escritor a, armado, invadir a casa do militar, disposto a matar ou a morrer. O tenente reagiu, acabou matando-o e, alegando legítima defesa, foi absolvido pela justiça.
Neste livro, Luiza Nagib Eluf, procuradora de justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, conta detalhadamente a história e oferece informações técnicas sobre o processo e o julgamento de Dilermando em linguagem simples e objetiva.
Além disso, a publicação traz fotografias e ilustrações relativas ao caso, todas pertencentes aos arquivos da Casa Euclidiana de São José do Rio Pardo. O resultado é a contextualização social de uma época conservadora baseada em valores patriarcais e uma visão feminina sobre o comportamento do intelectual que jamais superou a rejeição pela esposa.