A obra narra mais de 150 anos da comovente trajetória da família Wessel, expulsa da Hungria, onde possuíam profundas raízes, após duas guerras e dois regimes genocidas. O destino os levou a fugir para um longínquo e desconhecido país chamado Brasil. Em terras brasileiras, revolucionam o comércio de carnes em pouco tempo e ainda redimensionam seu ofício, o de açougueiro, ao qual dedicaram o talento de cinco gerações.
O livro narra episódios curiosos e também tristes da saga da família. A história começa com o bisavô do autor, que abriu o primeiro açougue da família por volta de 1830. Já o pai de István, László, conseguiu sobreviver à guerra e ao campo de concentração justamente por saber cortar e preparar carnes. Com muita emoção o autor reconta como foi a sobrevivência de seus pais à guerra, a fuga cinematográfica da família da Hungria após a invasão russa e a viagem para o Brasil, onde eles pensavam que se falava o espanhol.
László logo percebeu que ser açougueiro no Brasil era um tanto pejorativo, mas ele, que era o mais jovem mestre-açougueiro diplomado na história da Hungria, aos 23 anos, mostrou aos paulistanos por que ser esta é uma profissão nobre na Europa. Em apenas 13 meses ele deixou de ser empregado para abrir seu próprio açougue, quase sem nenhum capital. O sucesso foi imediato e o livro conta seus curiosos métodos de trabalho.