A obra revela os diários da autora de enorme prestígio internacional. Detalha seus pensamentos, seu impressionante volume de leituras, seus movimentos no dia a dia e as relações que a levariam a repensar em profundidade suas noções de sexo, amor e parentesco, tudo isso antes dos 30 anos.
"Quem inventou o casamento era um torturador astuto". Reflexões agudas como essa, entre a amargura e a ironia, fazem parte da matéria-prima do livro, espécie de buraco da fechadura privilegiado por onde se enxerga a intimidade mental e existencial dos anos de juventude de uma das intelectuais mais influentes da América do pós-guerra.
Selecionados por seu filho depois da morte da autora, os trechos exibem um foco temático irrequieto que se desloca num caleidoscópio de assuntos da esfera pessoal e cultural.
A par do seu vasto itinerário de leituras e experiências de fruição artística, o leitor presencia, em registro confessional, a descoberta adolescente da sexualidade, as vivências como caloura precoce na Universidade da Califórnia, onde ingressou aos 16 anos, o breve casamento aos 18 com seu professor e as duas grandes relações amorosas mantidas com mulheres na sua fase de jovem adulta.