Num relato corajoso e franco, o compositor, professor e teórico da música Allen Shawn revela a angustiante experiência de ter medo de quase tudo e explora as raízes biológicas e comportamentais de sua condição.
Shawn tem medo de muitas coisas, inclusive de altura, água, campos abertos, estacionamentos, túneis e estradas desconhecidas. Ele evita andar de metrô, usar elevadores ou atravessar pontes. Ele é agorafóbico, ou seja, tem medo tanto de espaços públicos quanto de qualquer espécie de isolamento.
É um livro inusitado sobre a experiência de sentir medo e mescla memória, investigação científica e reflexão do autor. Explora o mistério daquilo que nos torna o que somos, pelos caminhos da criação, da constituição genética ou de nossas próprias escolhas.
Nesta arqueologia de suas fobias, Shawn se move agilmente entre a história pessoal e a ciência. Investiga o mundo das pessoas que estudam a psique e o comportamento humanos, tentando decodificar os modos de funcionamento do cérebro e da mente.
Entre elas se incluem pesquisadores que procuram mapear a psicologia do medo, e psicólogos e psiquiatras que ainda lutam com o mistério que é a formação de nossos hábitos de pensamento e de comportamento. Ao fazê-lo, ele oferece ideias sensíveis a respeito do papel da dor, da natureza do medo e da definição de mortalidade.