Personalidade fundamental no modernismo e amiga de ícones como Picasso, Ernest Hemingway e Scott Fitzgerald, Gertrude Stein lançou "Três vidas" em 1909. Esse seu primeiro livro, composto por três novelas que contam as histórias de Anna, Melanctha e Lena, traz as marcas modernas da escrita de Stein, como a linguagem coloquial, as listas de adjetivos e a repetição de trechos ao longo da narrativa.
Fabio de Souza Andrade, professor assistente doutor no Departamento de Teoria Literária da Universidade de São Paulo, destaca que as novelas "oscilam entre o naturalismo da leitora atenta que homenageia os 'Três Contos', de Flaubert, e uma forma experimental mais revolucionária, antecipando um lugar central no modernismo anglo-saxão que, certamente, lhe coube por direito". "Três Vidas", que, assim como as futuras obras de Stein, é recheado de referências à sua biografia.