Em 1959, Ferreira Gullar redigiu o "Manifesto Neoconcreto" com o apoio de Amilcar de Castro, Lygia Pape, Franz Weissmann, Lygia Clark, Theon Spanúdis e Reynaldo Jardim. Quase cinquenta anos depois, o poeta e crítico presta seu depoimento inédito sobre um dos momentos mais radicais da arte brasileira.
Do interior do movimento neoconcreto, Gullar definiu importantes conceitos, como o de "não-objeto", e vivenciou a gênese de obras fundamentais como os "Contra-relevos" de Hélio Oiticica e os "Casulos e Bichos" de Lygia Clark. O autor relata as etapas de formação dos artistas do chamado "grupo carioca", desde a ruptura com os concretos paulistas, e traça sua própria trajetória de poeta neoconcreto, quando criou os livros-poema (que, editados pela primeira vez, acompanham o volume), os poemas espaciais e a ousada experiência do Poema enterrado (o primeiro poema na história a ter endereço).
Além do depoimento inédito, o livro traz ainda anexo com dez textos de Gullar, escritos entre a década de cinquenta e os dias atuais, e inclui três livros-poema e o fac-símile do catálogo da 1ª Exposição Neoconcreta. O projeto gráfico arrojado faz referência ao design da época e aos poemas do autor.
Título: Experiência Neoconcreta: Momento-limite da Arte
Autor:
Ferreira Gullar
Coordenação:
Augusto Massi,
Julia Bussius
Revisão:
Tereza Gouveia
Editora: Cosac Naify
Edição: 1
Ano: 2007
Idioma: Português
Quantidade de ilustrações: 20
Capítulos
Experiência Neoconcreta: Momento-limite da Arte
Apêndice
O formigueiro poesia concreta: experiência intuitiva
Lygia Clark:
Ua nova experiência radical
Teoria do não-objeto
Contra-relevos
A participação do espectador
Poema enterrado
O lugar da obra
O tempo e a obra
Carta
Versão em inglês
Índice onomástico
Especificações: Brochura
| 164 páginas
Ficha Técnica
ISBN: 978-85-7503-640-2
Papel e impressão (miolo): Paperfect 104 g/m² e Charmois 80 g/m²
Peso: 550g
Dimensões: 205mm x 205mm