Sinopse
Primeiro livro sobre o compositor paraense Jayme Ovalle (1894-1955), personagem extraordinário do modernismo brasileiro. O título foi finalista do prêmio Jabuti 2009 e conquistou o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) 2008, na categoria Biografia.
A obra musical de Ovalle, impregnada dos cantos amazônicos e do candomblé, tem no clássico "Azulão", com letra de Manuel Bandeira, uma pequena joia gravada até hoje por intérpretes de todo o mundo.
Um folclore peculiar girava em torno da figura do compositor. Entre suas paixões arrebatadoras, conta-se que chegou a se apaixonar perdidamente por um manequim de vitrine e por uma pomba, que vinha namorar com ele em sua janela.
Conhecido como "O místico" ou "o Santo da Ladeira", cultivou um catolicismo muito particular, que incluía uma oração em agradecimento "por mais uma noite de minha vida, bebendo, moderadamente, com soda e gelo, o meu uísque".
A biografia, escrita pelo jornalista e escritor Humberto Werneck, recupera sua vida familiar e amorosa, a boemia na Lapa e seu trabalho como servidor público da Alfândega, no Rio de Janeiro.
Para quem nunca ouviu falar de Ovalle, é uma história que se lê como um romance e revela a "presença silenciosa" do compositor na cultura brasileira. A edição, ilustrada com 111 imagens, muitas delas inéditas, inclui discografia de suas músicas no Brasil e no mundo.
A obra é finalista do Prêmio Jabuti 2009, concorrendo na categoria Biografia.