Indicado como finalista do prêmio Jabuti 2009, o livro conta a história de William "Skip" Sands. Aprendiz de agente duplo, ele é sobrinho do coronel F.X. Sands, veterano da inteligência que o recruta nas Filipinas para trabalhar em operações de terrorismo psicológico contra os vietcongues.
A missão de Skip é produzir falsos fragmentos de comunicação ianque, e simular que foram interceptados pelo inimigo, enlouquecendo assim os comunistas. A Operação Árvore de Fumaça conduzirá Skip a um labirinto vertiginoso de túneis minados e traições, numa guerra onde a fronteira entre a desinformação e a mentira já não existe mais.
Fanatismos, traição e loucura são mimetizados na prosa de Denis Johnson, que capta com a mesma intensidade o prosaico -- conversas de recrutas bêbados e cartas de mães aflitas -- e o poético, no absurdo do invasor que se torna vítima.
Cobrindo um arco de sete anos, no período convulsionado que vai do assassinato de Kennedy em 1963 à retirada das tropas derrotadas em 1970 -- com um epílogo passado treze anos depois --, o livro é uma vertiginosa retratação moral, densa e caótica, diante do terror da guerra e dos efeitos do imperialismo.