Aos vinte e um anos de idade, Leila, uma jovem de origem muçulmana, foi obrigada pelos pais a se casar com um homem que ela jamais havia visto e de quem nunca ouvira falar. Se não aceitasse, seria definitivamente 'condenada' pelo seu povo. Leila seria vista como uma 'moça de má reputação' e nunca mais poderia retornar ao Marrocos. Seu marido teria o direito de procurá-la e, depois que a encontrasse, repudiá-la.
"A tradição é a impossibilidade de dizer não. Jamais tive a liberdade de transgredir essa lei não escrita", escreve a jovem logo nas primeiras páginas deste livro-depoimento. Aqui, ela conta como conseguiu transgredir algumas leis para a mulher muçulmana, como fumar escondido e fugir com as amigas, e mesmo assim não romper de vez com a tradição muçulmana.