Nas primeiras horas da manhã do dia 24 de março de 2003, o juiz Alexandre Martins de Castro Filho, 32 anos, foi assassinado numa emboscada quando se dirigia à sua academia de ginástica, em Vila Velha, cidade vizinha a Vitória, no Espírito Santo. A morte chocou o país, chamando atenção para a força do crime organizado e sua proximidade com o poder. Dois anos antes, Alexandre e o colega Carlos Eduardo Ribeiro Lemos haviam descoberto que seu superior hierárquico, juiz titular da Vara de Execuções Penais (VEP) do estado, integrava uma quadrilha especializada em mortes por encomenda, entre outros crimes. Faziam parte do grupo vários nomes de vulto da segurança pública estadual.
Os autores de "Espírito Santo" narram, no livro, a luta travada contra o crime organizado capixaba, desde a descoberta de seu modus operandi à prisão dos carrascos de Alexandre. Com trama e personagens cinematográficos, o livro mostra como a criminalidade colocou um estado de joelhos, revelando sua fragilidade diante de uma rede criminosa que chega a se confundir com as instituições públicas, tamanha a proximidade entre bandidos e autoridades.
Leia mais
Coronéis da PM vão espalhar outdoors contra autor de "Espírito Santo"
Criminalidade colocou Estado de joelhos, diz livro