Coletânea das fascinantes histórias da vida real que fizeram sucesso no final dos anos 90, na coluna "A Vida que Ninguém Vê", publicada na edição de sábado do jornal Zero Hora. Nela, Eliane Brum mostrou como nenhuma vida é comum ou desinteressante.
Nesta obra estão contidos personagens comuns esmiuçados pelo olhar apurado da cronista. O mendigo que jamais pediu coisa alguma. O carregador de malas do aeroporto que nunca voou. O macaco que ao fugir da jaula foi ao bar beber uma cerveja. O álbum de fotografias atirado no lixo que começa com uma moça de família e termina com uma corista. O homem que comia vidro, mas só se machucava com a invisibilidade.
Esta edição reúne as 21 melhores colunas de "A Vida Que Ninguém Vê" acrescidas de textos que revelam o "dia seguinte" de dois personagens emblemáticos da série de reportagens: Adail realizou seu grande sonho, enquanto Antonio sofreu de uma segunda tristeza. Ao final do volume, um texto inédito de Eliane avalia, com o distanciamento que o tempo oferece, o que há por trás dessa vida que (quase) ninguém viu. É mais uma prova da força do trabalho da autora e uma demonstração de que a reportagem é uma arte.