Neste volume de "Contra-História da Filosofia", Michel Onfray analisa o século 17 sem perder seu espírito de desconstrução dos mitos e lendas da história oficial da filosofia. No extremo oposto da imagem de "grande século" passada como cartão-postal, com Descartes, Pascal ou Fénelon, o autor oferece uma série de "libertinos barrocos".
Ele se refere a Charron, La Mothe Le Vayer, Saint-Évremond, Gassendi e Espinosa. Estes pensadores, mesmo sendo cristãos, bebem em Montaigne, nos relatos de viagem dos descobridores do Novo Mundo, nos gabinetes de curiosidades, nas lições dadas pelas lunetas astronômicas e nas anamorfoses dos pintores.
Onfray, nascido em 1959, escreveu cerca de 50 livros e fundou a "Université Populaire de Caen", onde, semanalmente, leciona contra-história da filosofia. Suas aulas atraem pessoas de toda a França e, através da web, são acompanhadas em vários países.