Compositora e maestrina de sucesso, numa época em que mulher não tinha profissão, ela abriu caminhos e ajudou a definir os rumos da música brasileira. Deixou uma obra estimada em cerca de duas mil canções e 77 partituras para peças teatrais, maior do que qualquer compositor de seu tempo.
Documentos recentemente liberados foram encontrados no Arquivo da Cúria Metropolitana, sendo o processo de divórcio movido por seu marido no Tribunal Eclesiástico o mais importante. Em 1877, aos 29 anos, ela é condenada à separação perpétua por abandono de lar e adultério culpável. A documentação também revela o casamento oculto de seus pais após 17 anos de concubinato e a origem de sua mãe, alforriada na pia batismal.
Símbolo forte de emancipação feminina, Chiquinha pagou em vida por sua audácia. A recusa à maternidade, o adultério e a sexualidade livre fizeram com que fosse declarada morta por seu pai, que decretou seu nome impronunciável. Iniciou então uma carreira que a levaria da fama escandalosa à celebridade. Viveu e trabalhou até os 87 anos, ajudando a definir os rumos da música brasileira. Reuniu uma obra exuberante, e ainda pouco estudada, com cerca de 2 mil músicas e 77 partituras para peças teatrais, maior do que qualquer compositor de seu tempo, além da pioneira marchinha, "Ó abre alas", que atravessou os séculos, completando 110 anos.
Este livro traz cerca de 90 imagens que convidam o leitor a conhecer o Rio de Janeiro da virada do século pelo olhar de grandes fotógrafos, além de fotos do acervo da família. Com uma pesquisa continuada da autora sobre detalhes da vida de Chiquinha, essa edição comemorativa dos 25 anos da obra torna-se imprescindível.
Título: Chiquinha Gonzaga
Subtítulo: Uma História de Vida
Autor:
Edinha Diniz
Editora: Zahar
Edição: 1
Ano: 2009
Idioma: Português
Capítulos
Prefácio, Muniz Sodré
Apresentação
Cronologia básica
A inocente Francisca
O Rio de Janeiro do lampião a gás
Como se educava uma sinhazinha
De sinhá-moça a sinhá-dona
Sra. dona Francisca Edwiges Gonzaga do Amaral
Divorciada pelo Tribunal Eclesiástico
No tempo das confeitarias
E a música popular se fez brasileira
Uma polca que deu o que falar
Uma atraente compositora
A maestrina Francisca Gonzaga
Uma militante apaixonada
Chica Polca
"Ó abre alas", o hino carnavalesco
Ainda atraente
Em Portugal
A rainha da praça Tiradentes
"Corta-jaca" no Catete, o "samba" alforriado
O direito de autor
Diz a lenda que os anjos abriram alas...
Breve nota sobre a obra de Chiquinha Gonzaga
Anexos
Notas
Bibliografia e fontes
Crédito das ilustrações
Agradecimentos
Índice onomástico
Especificações: Brochura
| 316 páginas
Ficha Técnica
ISBN: 978-85-3780-164-2
Peso: 690g
Dimensões: 230mm x 160mm