Por encomenda de seu editor, um renomado escritor sul-africano radicado em Sydney, Austrália, escreve um livro com suas opiniões a respeito dos temas mais quentes dos nossos dias: conflitos étnicos, terrorismo, economia globalizada, desastres ecológicos, experiências genéticas, entre outros.
Como já não é capaz de digitar seus próprios textos, o velho escritor contrata uma vizinha de apartamento - a jovem e sedutora filipina Anya - para transcrever as fitas onde grava suas polêmicas reflexões. "Diário de um Ano Ruim" entrelaça o "livro dentro do livro" com os relatos íntimos, em primeira pessoa, de Anya e do próprio escritor. O pessoal e o universal se iluminam reciprocamente, colocando em evidência a dificuldade de comunicação entre a tradicional cultura humanista do velho autor e a energia quase amoral da jovem digitadora.
Comprovando mais uma vez seu domínio sobre várias vozes, gêneros e registros narrativos, Coetzee discute ao mesmo tempo o mundo contemporâneo e a sua representação no imaginário e na literatura.