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O que saiu na imprensa
Juliana Linhares
No Rio de Janeiro de Mario Testino a paisagem é sublime, o povo é alegre, os homens são esculpidos e as mulheres, bem, as mulheres são Gisele Bündchen, Isabeli Fontana, Grazi Massafera, Fernanda Lima, Alinne Moraes... E ainda por cima despidas, de um jeito que só Mario consegue. É um clichê? Sem dúvida. Lindo de morrer? Absolutamente. MaRio de Janeiro, o livro recém-lançado de Testino, que aos 55 anos continua a se equilibrar na disputadíssima posição de fotógrafo de moda mais celebrado do mundo, tem 200 páginas e 107 personagens de todos os sexos, famosos e anônimos, suficientemente sensuais para torná-lo a coisa mais disputada em qualquer mesinha de centro - e mantido longe do alcance dos menores. Todos com o jeito classudo característico do "toque de Testino", o peruano que descobriu o Rio aos 17 anos e passou o resto do tempo fotografando mulheres lindas, famosas e provocantes. Em outras palavras, Gisele, sua mais conhecida inspiração. Até acontecer o encontro mutuamente transformador, Testino viveu as agruras previsíveis. Morou em um canto de um hospital londrino abandonado e fazia retratos a 25 euros de aspirantes a modelo. Copiava a estética dos fotógrafos ingleses que, à época, só queriam saber das modelos mais transparentemente magras. "Foi quando decidi fotografar meninas com cintura e bumbum que dei certo", conta Testino em um perfecto português e simpatia à altura, mais do que suficiente para quebrar as barreiras de celebridades apressadas e complicadas. Só para começar a lista: Madonna, Angelina Jolie, Nicole Kidman, Demi Moore, Catherine Zeta-Jones, Julia Roberts, Kate Moss e, no topo de todas, Diana, em belas e humanas fotos, sem pose de princesa, pouco antes da morte trágica.
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