Dono da maior estátua do Brasil em homenagem a um brasileiro, padre Cícero Romão Batista (1844-1934) é considerado santo em Juazeiro do Norte (sul do Ceará) por uma legião de romeiros. Ele foi um influente líder religioso e político, mas a Igreja Católica o expulsou devido a seus relatos de milagres. A história de "padim Ciço", como falam os romeiros, começa em março de 1889, quando a hóstia dada por ele transforma-se em sangue na boca da beata Maria de Araújo. Para os fiéis, era um milagre. Para a cúpula da Igreja Católica, era uma farsa do padre. Agora há um movimento no Vaticano para reabilitar sua imagem, tendo em vista o avanço dos evangélicos no maior país católico do mundo.
Retrato da religiosidade em áreas pobres do país, o livro é resultado de um trabalho de pesquisa em arquivos do Vaticano e da Igreja Católica no Ceará. No alto de um morro em Juazeiro do Norte (500 km de Fortaleza), foi erguida, em 1969, a estátua de padre Cícero, de 27 metros. A obra marca a estreia de Lira Neto na Companhia das Letras, depois da passagem pela editora Globo, que publicou "Maysa: Só Numa Multidão de Amores" (2007).
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Leia um trecho do exemplar
"O livro de Lira, além de fácil leitura, traz novas revelações."
José Anderson Sandes, Diário do Nordeste
"Trata-se de um livro eminentemente jornalístico, de pesquisa e muita investigação."
Lira Neto, o autor
"Um aprofundado e isento estudo biográfico apresentado por meio de uma narrativa envolvente."
Sylvia Colombo, da Folha de S.Paulo