Um dos clássicos de Jorge Amado narra a luta dos sertanejos do Nordeste contra a fome e pela dignidade humana. Na primeira parte do livro, o autor descreve a penosa retirada rumo ao sul de uma família de lavradores pobres, expulsos da roça pelo novo latifundiário da região. Na caminhada pela caatinga, comandados pelo patriarca Jerônimo, enquanto uns morrem de fome e outros de doença, sua irmã se junta aos seguidores de um profeta do apocalipse, o jovem Agostinho e sua prima ficam numa fazenda para trabalhar e outra se prostitui.
Na segunda metade, o autor se dedica a história dos três filhos de Jerônimo que saíram de casa antes do grande êxodo: Jão vira soldado de polícia, José se torna o temido cangaceiro Zé Trevoada, e Juvêncio engaja-se na luta revolucionária.
A ação se desloca do sertão nordestino aos confins da selva amazônica, do Mato Grosso ao Rio de Janeiro e São Paulo, e retrata acontecimentos cruciais da história do país, como a Revolução Constitucionalista de 32, o Levante Comunista de 35 e o cangaço.