Bastante jovem, Villa-Lobos viajou por todo o Brasil, fazendo parcerias com músicos populares do Nordeste e chegando a conviver na Amazônia com tribos indígenas ainda arredias. Extraiu das fontes mais profundas da alma musical brasileira a inspiração para mais de mil composições: sinfonias, poemas sinfônicos, estudos para violão, choros, bachianas, cirandas e serestas.
Apaixonado pelo Brasil e convencido de sua originalidade, mesclou genialmente Bach e o canto gregoriano com as melodias indígenas e os ritmos dos "chorões" de sua juventude carioca.
Na Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, marco do movimento modernista, foi vaiado e aplaudido pela novidade de sua música precursora.
Entusiasmado, e certo de sua importância, concebeu audacioso programa de educação musical, formando centenas de professores, organizando e regendo corais com mais de 40 mil estudantes.
A obra de Villa-Lobos, o mais importante compositor clássico das Américas, é responsável até hoje pela maior arrecadação de direitos autorais de artista brasileiro no exterior.
A série "Identidade Brasileira" se orgulha de incluir o estudo de Maria Maia sobre a vida e a obras de Villa-Lobos, brasileiro genial.