Ele tem 30 anos de idade e trabalha numa sex shop. Seria um cara absolutamente normal se o seu melhor amigo não fosse ninguém menos que: Deus.
Quando você conhece a mulher dos seus sonhos, ela é uma estudante de psicologia da Sorbonne, e você, um reles funcionário de sex shop, uma boa ajuda de Deus sempre é bem-vinda. O protagonista de "Deus é meu Camarada", romance de estréia de Cyril Massarotto, pode contar com essa ajuda em todos os momentos. Por razões inexplicadas, Deus fala diretamente com ele. É só chamá-lo e começar o bate-papo, sempre informal e amigável. Esse contato direto com o Todo-poderoso se inicia do nada quando ele tem 30 anos, bem na época em que conhece Alice e se apaixona à primeira vista. Junto com o privilégio vem a promessa de que, num futuro distante, as razões para a sua escolha como interlocutor serão reveladas.
Ao longo de toda sua vida, do casamento com Alice ao nascimento do filho, Léo, da chegada tardia da maturidade à velhice serena, nosso protagonista, um homem comum, vai percebendo como a mais simples das existências pode ser extraordinária. Deus, seu amigo e orientador direto nessa jornada, é tudo o que se espera que ele seja: fascinante, onipotente, preocupado com os seres humanos. Mas também dotado de um surpreendente senso de humor. Eles riem juntos, discutem questões espirituais, batem boca. Toda essa naturalidade tem uma razão, e ela é até bem simples. Mas ele só a descobrirá, e terá a chance de influenciar o destino de toda a humanidade, no fim.