Elaborando um contraponto com as concepções do neorealismo, geradas no pós-guerra, e com a noção-chave de autor, apregoada pela Nouvelle Vague francesa, Luiz Renato Martins discute quatro filmes produzidos por Fellini: "Roma" (1972), "Amarcord" (1973), "Ensaio de Orquestra" (1978) e "Cidade das Mulheres" (1980).
À ideia de uma obra autobiográfica, sobrepõe-se o senso crítico da arte felliniana, comprometida com a reflexão sobre a modernidade e com questões ainda em vigor, tanto para o cinema como para a atualidade política.