Esta frase, que pode ser tomada como um lamento, nos chega através do romance "Dôra, Doralina" em que Rachel de Queiroz impõe tamanha veracidade à história, como a mais completa das realidades no espaço e no campo da ficção. Com Dôra Doralina, Rachel une o Nordeste ao Rio, e é exatamente nessa união que surge o romance de amor. Sem ser um romance policial, a obra registra uma realidade regional que termina por nos inserir no quadro histórico da formação brasileira. A história de amor que une Dôra ao Comandante, sem sacrificar os personagens menores nos envolve e suas presenças completam a galeria dos que se destacam não apenas neste romance, mas em toda a obra de Rachel.
A romancista conferiu a Dôra uma sensível dimensão humana, quando a vemosvivendo, amando, sofrendo, como símbolo e imagem de nossa própria condição. São duas personalidades que fascinam --das Dores. Maria das Dores e o seu comandante. Aqui está o amor como liberdade. Liberdade é a paixão da obra de Rachel.
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Traduzida para vários idiomas, Rachel de Queiroz sacudiu cenário literário