O livro reúne textos escritos na última década, agrupados em blocos temáticos: "Ontem e hoje", "Contrastes na cidade", "Transformações", "Mitos", "Contar a história", "Primeira pessoa" e "Intelectuais". Baseando-se em experiências cotidianas, Beatriz Sarlo lança mão de assuntos variados - o cinema, a democracia midiática, a Copa do Mundo, os artistas populares, a esquerda, a moda, a crise econômica argentina, a educação, a publicidade, a "neo-espiritualidade", o crescimento dos shopping centers, a tecnologia - que se mesclam através de sua visão crítica do mundo atual e promovem a discussão do que ela chama de "populismo de celebração".
Esses ensaios, classificados por Beatriz como "Notas sobre a mudança de uma cultura", analisam a identidade cultural do povo portenho ao interpretar diversos momentos da história da Argentina: o peronismo, a ditadura, a transição democrática de 1983, o governo de Carlos Menem.
Apesar de privilegiar a cultura argentina, a obra de Beatriz Sarlo não se prende a qualquer tipo de fronteira. A cidade de Buenos Aires descrita e analisada nos textos é como uma metrópole universal, um microcosmo do que acon-tece em qualquer parte do mundo. Além disso, a autora não se limita à linguagem acadêmica: ao elaborar ensaios com a habilidade de um contador de histórias e a sutileza de um poeta, a autora argentina faz de Tempo presente uma leitura rica e atual.