Entre abril e julho de 1994 mais de um décimo da população de Ruanda foi exterminada, num genocídio comparável apenas ao Holocausto. Patrocinada pelo governo ruandês, a maioria hutu massacrou a minoria tutsi diante da indiferença da chamada "comunidade internacional".
A tragédia, supostamente motivada pelo "ódio ancestral" entre as duas etnias, teve na verdade clara origem política e econômica. Durante três anos, o jornalista norte-americano Philip Gourevitch mergulhou na história e na realidade ruandesa para tentar desvendar os acontecimentos. Ouviu centenas de pessoas, reconstituindo o drama dos envolvidos na tragédia, fossem eles sobreviventes, assassinos ou cúmplices.
Lúcido e pungente, o livro e ao mesmo tempo testemunho e reflexão sobre um dos mais terríveis de nosso tempo, mostrando como, ainda hoje, a distância entre civilização e barbárie pode ser curta.