Em seu primeiro romance, a autora apresenta uma protagonista dilacerada pela solidão, dividida entre suas memórias e uma angústia premente que a faz adiar a decisão de atender ou não a campainha que soa insistente lá fora.
Presa nesse dilema, que é para o leitor um enigma --quem ou o que afinal aguarda do outro lado da porta--, Flávia, uma mulher de meia-idade marcada por um grande trauma de infância, relembra sua história, entre uma garrafa de café e muitas outras de uísque.
Narrado em primeira pessoa, o livro acompanha o pensamento de Flávia nesse momento de agonia ante a campainha que toca. Ela sabe quem a espera lá fora, mas o leitor, não. Enquanto adia a decisão de abrir a porta, Flávia revê sua vida como num caleidoscópio.