No país cuja população se sente autorizada a opinar com conhecimento sobre o futebol, em especial com grande paixão quando se trata da seleção brasileira, mantém-se o "mito" de que a copa de 1970 foi vencida, sobretudo, porque a seleção foi composta por um "escrete" de craques.
Isso faz sentido numa leitura romântica do futebol brasileiro. Este livro, no entanto, põe à prova o legado construído de que os nossos jogadores são tão geniais por natureza que seria desnecessário o saber científico.
Ancorados em suporte teórico consistente, em vasta pesquisa de fontes e documentação original, corroborados por depoimentos de atores relevantes (Lamartine, Zagallo, Gérson e Parreira) no processo que culminou com a conquista da Copa do Mundo de Futebol de 1970, os autores demonstram que esse resultado seria improvável sem o conhecimento científico desenvolvido no Brasil por brasileiros que viriam, a partir de então, influenciar o futebol mundial e conferir, por sua vez, notoriedade profissional aos jogadores e à equipe de preparadores.
Nesta obra, o futebol é visto como elemento-chave na constituição de uma identidade particular do Brasil no contexto das nações.
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