O polêmico jornalista gira sua metralhadora de ideias e abate, sem misericórdia, aqueles que considera canalhas, idiotas, incompetentes, truculentos, "utopistas" da desgraça, demiurgos matusquelas, messiânicos chinfrins, como ele mesmo rotula os que entravam o progresso mental, espiritual e político do indivíduo. E desvela o mundo pelas lentes duras de uma realidade sem a maquiagem do politicamente correto, em aforismos carregados de significado.
Nesta compilação de frases sobre os mais diversos assuntos que compõem a agenda brasileira, Reinaldo Azevedo mostra imenso domínio dos principais acontecimentos, personagens e modismos deste início de século. Do aquecimento global --"há mais indignação pública com o derretimento das geleiras do que com o roubo do dinheiro público"-- até Wilson Simonal. Da análise sintática à reforma ortográfica -- "uma proposta de reforma na França foi unanimemente rechaçada, à direita e à esquerda. Foi mais fácil cortar cabeças do que letras"--, os verbetes ilustram bem os múltiplos interesses do autor: cultura, literatura, ecologia, política, economia, história, religião, filosofia.