Este volume, escrito por Adam Potkay, segue o modelo inaugurado por Nietzsche em "Genealogia da Moral", no qual contrapõe o bem e o mal pagãos aos cristãos. Aqui, acompanha-se a alegria em suas metamorfoses ao longo da história ocidental.
Se não há sentimento separado de um conceito, e se não há conceito separado de uma palavra, Adam Potkay faz a história de um sentimento que também é um conceito e uma palavra, em suas várias dimensões culturais, estéticas e comportamentais. O que ele chama, em suma, de "filologia cultural".
O livro conta com prefácio do próprio autor, e a tradução ficou a cargo de Eduardo Henrik Aubert, doutorando em história medieval pela École des Hautes Éstudes en Sciences Sociales. "A História da Alegria" recebeu o prêmio Harry Levin da Associação Norte-Americana de Literatura Comparada na categoria de melhor livro de história literária de 2008.
Partindo da indagação da introdução, "O que é a alegria?", o autor percorre um longo arco histórico até chegar, na conclusão, à "Trajetória da Alegria no Século XX". Entre o início conceitual e o término na cultura contemporânea, seus pontos de parada principais são: "Alegria Religiosa: a Ética da Unicidade da Bíblia a Tomás de Aquino", "A Joi Erótica: a Tradição Trovadoresca", "A Teologia da Alegria e da Falta de Alegria: de Lutero a Crusoé", "A Alegria Ética na Era do Iluminismo", "As Alegrias do Fazer e do Ser: Wordsworth e seu Legado Vitoriano", "Alegria e Estética: de Coleridge a Wilde", "Profecias Pós-Cristãs do Perdão e da Exaltação", "Alegria trágica e o Espírito da Música: Wagner, Nietzsche, Yeats".