As crônicas bem-humoradas não deixam dúvida: ciência é para todos. Reinach conta descobertas e enigmas nas mais diversas áreas da ciência, como dilemas ambientais, a diversidade das florestas, os mistérios do sexo, a complexidade da mente, a pré-história da arte, os avanços tecnológicos que transformam o corpo humano, e a política que envolve a pesquisa, entre outros temas.
A obra não traz respostas prontas. Os textos curtos capturam o leitor, atiçam a curiosidade, divertem e intrigam. Refletem sobre o que é o ser humano, desde genes e células até próteses robóticas, desde a pré-história até um futuro próximo.
Discute também qual é o lugar e o papel desse ser humano que domesticou centenas de espécies de plantas e animais para uso próprio e causou danos profundos no planeta que habita --desmatamento, zonas mortas nos oceanos, mudanças drásticas no clima--, danos que agora tenta consertar de forma muitas vezes desastrada.
E coloca em dúvida certezas que hoje permeiam a sociedade, como a capacidade humana de agir por livre-arbítrio (será?) e a sustentabilidade dos alimentos orgânicos (que não são necessariamente mais saudáveis).
Longe de se limitar ao bicho humano, o livro passeia pelas mais diversas manifestações de vida e faz uma síntese bastante abrangente e esclarecedora da situação atual da pesquisa científica.
Nascido no dia 3 abril de 1956, Fernando Reinach é biólogo e um dos idealizadores dos projetos de sequenciamento genômico no Brasil. Atualmente, ele é diretor da Votorantim Ventures, fundo de capital de risco que investe, entre outros setores, em empresas relacionadas à biotecnologia no país.
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