Romance composto de vários fragmentos que se encaixam no final como um quebra-cabeça. Cada fragmento enfoca um personagem em determinado lugar do mundo, envolvido em uma situação no mínimo inusitada: de alguma forma, a identidade do personagem é "apagada" do próprio universo em que vive.
Assim, nas Arábias, Assam não é um muçulmano comum. Pouco reza ajoelhado na direção de Meca e trabalha no tráfico de armas, quando, de repente, ao procurar o seu chefe na fábrica de tecidos, que servia de fachada para o tráfico de armas, não é reconhecido por ninguém.
Como Moacyr Scliar avisa na orelha, "vertiginoso, é o primeiro adjetivo que nos ocorre ao ler "A Invenção do Crime". O que temos aqui é uma narrativa que flui veloz, e que o leitor acompanha de respiração suspensa. E o leitor tem de acompanhar esta narrativa, não pode dela tirar os olhos, porque a autora domina de forma soberba a arte de contar histórias."