Rosebud, substantivo inglês que significa Botão de Rosa, é a metáfora extraída por "Pierre Assouline" do filme Cidadão Kane, de Orson Welles, para dar não apenas o título a estes seus Fragmentos de biografias, mas também a sua razão de ser. Segundo o escritor francês-argelino, "o biógrafo é um comerciante de detalhes". Por isso, há mais de 30 anos, Assouline procura o rosebud em cada um de seus biografados,"esse pequeno nada que nos trai revelando-nos aos outros". Pode ser uma peça de roupa, um objeto qualquer, um gesto. Uma paisagem nevada numa bola de cristal, no referido e celebrado filme norte-americano; ou, ainda, uma madalena, para Marcel Proust. Segundo o autor, são esses pequenos detalhes que definem uma vida inteira.
No livro, Assouline discorre sobre personalidades tão diversas quanto os poetas Rudyard Kipling e Paul Celan, o fotógrafo Henri Cartier-Bresson, a princesa Diana, o prefeito da cidade de Eure-et-Loir, Jean Moulin, símbolo da resistência à ocupação nazista na França, e os pintores Pablo Picasso e Pierre Bonnard, a partir do rosebud oculto em cada um. Um olhar apurado e sensível sobre a vida, apreendido com delicadeza e precisão pela pena de jornalista e escritor de Assouline, que mantém um blog de literatura hospedado no portal do jornal Le Monde e é autor de biografias e romances.