Com 60 páginas, acabamento em capa dura e papel de alta qualidade, livro traz a biografia do compositor, mais discografia selecionada, letras e fotos, e será acompanhado pelo respectivo CD com 14 faixas gravadas.
O livro de Noel Rosa, escrito pelo jornalista e biógrafo do músico João Máximo, vem com CD com faixas como "Palpite Infeliz" (na voz de Aracy de Almeida), "Conversa de Botequim" (com Moreira da Silva) e "Não Tem Tradução" (com João Nogueira), entre outras.
Saiba mais sobre Noel Rosa
Foram cerca de 200 composições em apenas 26 anos, quatro meses e 23 dias de uma vida curta, mas de intensa produção artística. Noel de Medeiros Rosa, nascido e criado no bairro de Vila Isabel, subúrbio do Rio, entre 1929, quando começou a compor, e 1937, quando morreu vítima da tuberculose, foi um dos responsáveis pelo que hoje representa o samba para a arte brasileira.
O aclamado "Poeta da Vila" e "Filósofo do Samba" subiu o morro e trouxe para a "cidade a música nascida nos quintais dos imigrantes afro-baianos, que formavam o Rio do início do século 20. O samba se legitimava como gênero musical e deixava de lado o estigma de música feita apenas para negros. O malandro vira boêmio e as letras se transformam em crônicas do Rio de Janeiro dos anos 20 e 30. "Ninguém o superou na legitimidade de sua poesia", afirmou Carlos Heitor Cony, em artigo na Folha, em 1964.
Amante dos botequins, da noite e da boemia, o que aliados à sua já fragilidade física - nasceu de um parto a fórceps, o que provocou afundamento do maxilar e paralisia na face, prejudicando sua alimentação - Noel Rosa poderia ter sido médico, mas preferiu ser sambista. Envolvidos com a música, o pai, o comerciante Manuel de Medeiros Rosa, que tocava violão, e a mãe, a professora Martha Azevedo, no bandolim, foram decisivos para adentrar o então adolescente Noel, com 13 anos, na arte de tocar.