Uma solidão ruidosa foi publicado em plena vigência da repressiva União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, da qual fazia parte a antiga Tchecoslováquia. A história, vazada em uma espécie de prosa onírica, põe em cena o estranho personagem-narrador Hant'a, um homem de mente simples, mas que se põe a meditar com muito lirismo, melancolia e humor sobre os 35 anos que passou operando uma prensa hidráulica instalada em um sombrio porão no centro de Praga.
Em meio a doses maciças de cerveja, Hant'a tem que compactar todo tipo de papel descartado, inclusive livros clássicos proscritos pelos poderes constituídos. Acontece que alguns desses livros são salvos da destruição e devorados pela mente perturbada de Hant'a, que, a certa altura,já não sabe mais dizer que ideias são suas e quais foram importadas dos livros que ele deveria destruir.