Paulo Francis gostaria de ler este livro. Primeiro, porque é um livro honesto, não o poupa de nenhum pecado e, mesmo assim, é a seu favor. Segundo, porque Paulo Eduardo Nogueira escreve como Francis achava que se devia escrever: direto, com clareza, sem firulas ou ademanes, mas com leveza e elegância.
Está tudo aqui: o profissional que tantos admiravam com ardor e outros tentavam desprezar (mas invejando seu fôlego para trabalhar e a liberdade que ele conquistara), e o homem, detestado por quem não o conhecia direito e estimado até por quem era íntimo dos seus defeitos. Enfim, Paulo Francis era uma contradição viva. O que o tornava interessantíssimo.