O livro apresenta uma visão da história judaica em que a doutrina se adapta à sociedade e aos novos valores. A questão central, segundo o autor, é escolher o judeu que cada um quer ser.
Bernardo Sorj revela como, atualmente, grande parte dos judeus não se filia a correntes religiosas e é cética em relação à existência de Deus. Ele explica que isso ocorre devido ao apelo decrescente dos movimentos judaicos não religiosos, como o Sionismo ou o Bund, que renovaram o judaísmo no século XX.
Segundo o autor, a crise do judaísmo moderno é fruto das transformações que as comunidades judias e as sociedades de uma forma geral sofreram nas últimas décadas. Para Sorj, a globalização, a disseminação do discurso dos direitos humanos e o multiculturalismo minimizaram o conflito da condição judia. Esta nova condição revelou os problemas e as contradições da percepção da realidade até então reinante.