Considerado um dos mais notáveis autores norte-americanos de ficção científica, Philip K. Dick é mais conhecido pelas adaptações cinematográficas de suas obras, como "Blade Runner", "O Vingador do Futuro", "Minority Repor"t, "O Pagamento" e "O Homem Duplo". Este ano será lançado "The Adjustment Bureau", estrelado por Matt Damon.
Dick é autor de "Ubik", eleito um dos 100 melhores romances em língua inglesa pela revista Time; "Valis", um romance semiautobiográfico inspirado em sua bizarra experiência religiosa, reproduzida em HQ por Robert Crumb; e "O Homem do Castelo Alto", vencedor do Hugo Awards em 1963, prêmio máximo da literatura de ficção científica.
Indicado ao prêmio Nebula em 1965 como melhor romance, "Os Três Estigmas de Palmer Eldritch" confirma as características marcantes do autor. Assim como em várias de suas obras, Dick questiona a verdadeira natureza da realidade e a frágil linha que separa lucidez e loucura (não por acaso foi apelidado pela ficcionista norte-americana Ursula K. Le Guin de "o nosso Borges", em alusão ao escritor argentino).
A história se passa num futuro não muito distante, em que a Terra superaquecida e cada vez mais insuportável de se habitar obriga a população a se mudar para colônias em outros planetas e satélites. Condenados ao isolamento total e sem perspectiva de retorno à sociedade, os primeiros colonos encontram um único alívio para resistir ao tédio e à sua deprimente situação: o consumo de uma droga ilegal alucinógena, a Can-D, que os transporta para uma realidade alternativa.
Essa substância é distribuída por Leo Bulero, empresário poderoso que, extra oficilamente, é o maior traficante do Sistema Sol. Bulero tem seu império ameaçado com a chegada de Palmer Eldritch, um industrial bem-sucedido que começa a distribuir uma droga revolucionária, a Chew-Z, que promete cumprir a maior de todas as promessas: vida eterna.
A disputa entre Bulero e Eldritch estende-se, então, para além do triunfo comercial. A Chew-Z torna-se símbolo de esperança para alguns e de ameaça para outros. Para ambos, porém, é uma incógnita: Que tipo de eternidade ela oferece? E quem - ou o quê - será o seu portador?
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