Este é um livro revolucionário, em múltiplos sentidos. Não só porque seus autores o escreveram sob o influxo de maio de 1968, mas sobretudo porque seu alvo é compreender e libertar a potência revolucionária do desejo, dinamitando as categorias em que a psiquiatria e a psicanálise o enquadraram.
Com agilidade impressionante, o volume combina dispositivos da filosofia, da literatura, da antropologia, da arte, da economia, da ciência, da política e da biologia --além de um sem número de alusões e citações que correriam o risco de passar despercebidas não fosse o trabalho rigoroso do tradutor Luiz B. L. Orlandi, que dotou esta edição de valiosas notas informativas--, para articular uma crítica radical da cultura que acabou por definir uma das linhas de força do pensamento contemporâneo.
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