A história de Jak Mohammed Harb poderia ter saído da cabeça de um romancista, com o risco de o personagem parecer artificial, de construção óbvia e fácil, por causa da teia de estereótipos e bolsões de preconceitos que o envolve.
Colombiano, comissário de bordo, homossexual, flagrado quando recebia dólares de um traficante em um hotel nas imediações do aeroporto de São Paulo e lançado, sem piedade, nos labirintos do Presídio de Guarulhos II e da Penitenciária de Itaí. Mas a história de Jak é real e recriada, com brilhantismo, por um competente jornalista. A prova de que uma pessoa inocente, porém ingênua, pode ser vítima de uma conspiração de aparências e pagar caro por isso.
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