A cibercultura evoca um pensamento sobre o futuro. Sonhos e pesadelos estão associados ao desenvolvimento tecnológico e não poderia ser diferente com as tecnologias digitais.
Volta o velho sonho de um mundo da comunicação livre, sem entraves, democrático, global. Este imaginário sempre retorna com o surgimento de redes técnicas, sejam elas de informação, comunicação ou de transportes. Foi assim com o telégrafo e a estrada de ferro; com o rádio, o telefone, os navios e as autoestradas; com a TV, os aviões, a viagem à Lua e a internet.
O desenvolvimento técnico coloca o homem na vertigem do futuro e na urgência do presente, criando utopias e distopias que pode-se apreender pelos discursos publicitários, acadêmicos, jornalísticos ou artísticos. Deve-se diagnosticar o presente e tencioná-lo com o passado para pensar o futuro.
Este livro é o exercício de uma utopia (no bom sentido) para pensar a ciberdemocracia. Mas só pode-se fazer isso olhando com atenção e sem preconceitos para a cibercultura do presente.