A autora dá vida ao diário de Virginia Woolf, aos seus romances, às cartas e aos fragmentos de memórias, recriando, assim, todo o mundo ao redor dela: da Kensington natal, vitoriana e burguesa à vida nova no bairro boêmio de Bloomsbury; da batalha feminista ao pacifismo às posições revolucionárias sobre a literatura, a arte, a ética.
Virginia Woolf foi uma mulher inconstante ao máximo: depressiva, apaixonada pela existência. Na busca eterna pelo conhecimento ativo da alma, utilizou a literatura como uma forma de catarse. A fim de se autoconhecer e decifrar, criou os personagens como seus duplos, seus sósias.
No final, não aguentou a pressão de ser ela mesma, de viver como vivia, teve um colapso nervoso, encheu os bolsos de pedra e entrou num rio perto de sua casa.
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