No livro, Alvarez traz o relato de quem acompanhou de perto os dias de dor e caos subsequentes ao terremoto de sete graus na escala Richter que, em questão de segundos, devastou a já precária infraestrutura do país mais pobre do continente americano. Com epicentro próximo à capital, Porto Príncipe, o abalo sísmico produziu imagens que horrorizaram o mundo, como a de milhares de corpos abandonados nas ruas sendo recolhidos por empilhadeiras e depositados em valas comuns.
Ao longo de 12 dias, Alvarez viveu o desafio de produzir e enviar os relatos diários da catástrofe. A movimentação frenética no aeroporto, com a chegada da ajuda militar e humanitária enviada por todo o mundo, os trabalhos de resgate de sobreviventes em meio aos escombros, o drama do desabastecimento de água e comida, os exemplos de solidariedade e mobilização popular, as dificuldades de fazer jornalismo num país com infraestrutura de comunicação arrasada, tudo é narrado neste livro sob o ponto de vista de quem passou quase duas semanas no olho do furacão.
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