Toda mudança que nos propomos a realizar é motivada pelo nosso cérebro emocional. Em seguida, nosso lado racional entra em ação e planeja a melhor maneira de empreender a transformação desejada.
Entretanto, de acordo com os irmãos Chip e Dan Heath, especializados em psicologia comportamental, contar apenas com a boa vontade para dar início a um empreendimento é uma estratégia fadada ao fracasso.
A motivação emocional é fugaz: em pouco tempo, a empolgação dá lugar à preguiça e à tentação de permanecer na inércia. E o lado racional, que tende a se perder em análises, gasta tempo demais comparando prós e contras em vez de agir.
A fim de driblar essas armadilhas, os autores sugerem uma interessante analogia: seu lado racional é como um condutor, que busca guiar o lado emocional na direção certa. As emoções, entretanto, são como um elefante: muito mais forte que seu condutor e capaz de arrastá-lo para onde quiser se não estiver satisfeito com as ordens recebidas.
Para realizar uma mudança bem-sucedida, não é preciso utilizar artifícios complexos. Basta compreender que as motivações do elefante são diferentes das do condutor. O emocional não precisa de razões, mas de estímulos.
Sendo assim, Chip Heath, professor da Escola de Negócios da Stanford University e colunista da Fast Company, e Dan Heath, membro do conselho da Duke University´s Center for Advancement of Social Entrepreneurship, ensinam a motivar o elefante, incitar o condutor e tornar o caminho mais fácil para dar uma guinada em qualquer projeto que deseje empreender.