O jornalista Nicholas Shrady revela, em "O Último Dia do Mundo", que a reação ao desastre natural, mais do que a tragédia em si, é o que provoca fascínio. O terremoto em Portugal, na capital mais católica do continente, abalou as certezas intelectuais e religiosas que na época dominavam a Europa do Iluminismo.
Em "O Último Dia do Mundo", o autor revela como Carvalho fez com que a razão triunfasse sobre o obscurantismo religioso. Assim, enquanto muitos rezavam, ele rapidamente enviou tropas para apagar o fogo, buscar sobreviventes em meio às ruínas e controlar os saqueadores. Lisboa seria reconstruída, e ressurgiria como uma cidade moderna, de ruas largas, com sistemas de esgoto e escoamento adequados.
Leia mais
"O Último Dia do Mundo" descreve terremoto que arruinou Lisboa
Heresia já foi crime civil e tortura comum à jurisprudência