'Sítio Charqueador Pelotense', trata das mais de 30 fábricas de salgar carnes e seus subprodutos, situadas no encontro do arroio Pelotas com o canal São Gonçalo. Nesse lugar, em 1780, os portugueses começaram a assentar o que seria o cerne da sua produção saladeiril. Por um lado, acompanhado por fotografias, o texto descreve a paisagem histórico-cultural onde o núcleo está implantado. Atribui valores artísticos e históricos às moradas senhoriais que permaneceram e que, como um colar de contas preciosas, pontua as margens do Arroio e do Canal. Por outro lado, sobre o mesmo lugar que foi o palco da escravidão meridional do Brasil, a autora fala da violenta exploração da mão de obra cativa e do fétido e pestilento ambiente que imperava no local. A matança de animais também é contada através dos desenhos do artista plástico Danúbio Gonçalves, realizados em 1953, quando observava os trabalhadores na charqueada São Domingos, em Bagé, que ainda mantinha os métodos do século XIX.