Para o podólotra, os pés sempre pungem. Quanto a mim, sejam imagens da Vênus do Renascimento, das santas do Barroco, sejam fotografias de atrizes, cantoras, modelos ou de minhas amigas, desde que estejam descalças, olho sempre para os pés; nem é necessário que sejam imagens visuais, a palavra basta para descrever mulheres descalças na literatura.
Mesmo quando os pés não são o tema central do texto visual ou verbal, o olher podólatra, dedicado a eles, termina por projetar seus anseios e realiza, onde muitaz vezes não há, sua tematização erótica.
O trabalho está dividido em três partes: na primeira, estão selecionados os textos literários, entre contos, fragmentos de romances e poesias; na segunda, há uma coletânea de depoimentos, colhidos na internet; na terceira e última parte, alguns poetas glosaram, em literatura de cordel, um mote dado pelo Glauco Mattoso.
da apresentação de
Antonio Vicente Seraphim Pietroforte
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