"Deixei de ser só profissional quando recusei os milhões do Arsenal para jogar a Série B. Ali, já falei com o coração." Essa e outras declarações marcantes do goleiro Marcos estão em "São Marcos de Palestra Itália". O livro foi idealizado em 2003, quando o goleiro demonstrou uma paixão incomum no mundo do esporte profissional ao recusar a milionária proposta do Arsenal, na Inglaterra, para jogar a segunda divisão do Brasileiro com o Palmeiras.
Poucos são os exemplos de atletas que colocaram a razão de lado para atender aos apelos da paixão. Mas, não por coincidência, também são poucos os que conquistaram o respeito, a admiriração e a simpatia dos colegas e torcedores - inclusive dos rivais. Em duas décadas no alviverde, Marcos alcançou tudo isso e muito mais.
Bem documentado e criterioso, mas com texto leve e descontraído, acompanhado por uma centena de fotografias - incluindo raras imagens da época em que o craque ainda tinha cabelo! -, São Marcos de Palestra Itália dá uma nova dimensão a figura do ídolo.
Marcos solidificou-se como um personagem ímpar no futebol nacional: sua sinceridade, sua competência e sua lealdade lhe renderam a devoção incondicional da massa palmeirense e, caso raro, a admiração das torcidas rivais. Em uma era de atletas cada vez concebidos e alimentados pelo marketing, o pentacampeão manteve a mesma autenticidade daquele jovem caipira que, em 1992, desembarcou em São Paulo para tentar a sorte no Palestra Itália. Como pano de fundo dessa carreira peculiar, descortinava- se a própria trajetória recente do Palmeiras.
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