A fim de conhecer melhor seus usuários --e com isso conseguir vender para eles anúncios publicitários dirigidos--, as grandes corporações que atuam on-line, como Facebook, Amazon e Google, criaram algoritmos que filtram toda a informação que recebemos por meio de seus serviços. Ao registrar nosso histórico na internet, esses sites constroem perfis de cada um de nós, e, acreditando nos entregar apenas o que desejamos, nos prendem em bolhas.
Ao buscar um filme, aparece sempre o mesmo gênero; ao procurar informações sobre política, temos acesso apenas àquelas que confirmam nosso ponto de vista. A internet que resulta desse processo é cada vez menos livre, e nós nos iludimos que temos controle de nossas escolhas, quando muitas vezes são dirigidas.
Eli Pariser, no entanto, não é um cibercético. O filtro invisível explica como essas bolhas funcionam, mas também conclama usuários e empresas a lutar por uma web verdadeiramente aberta.
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